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Gamificação no Direito

Já falamos sobre algumas aplicações do Visual Law, mas a gamificação é um assunto tão legal que decidimos fazer um texto só sobre ela. 

Esse processo é mais utilizado no Legal Design (veja Legal Design e Visual Law), entretanto, é o visual law que realmente torna isso… bom… mais visual. 

A gamificação se resume em aplicar algumas técnicas de jogos para melhorar a experiência do usuário. E serve, muitas vezes, para engajar e motivar através de dinâmicas de competição, cooperação e claro, premiações. Mas para isso dar certo, é necessário encontrar o seu problema e só então, passar a planejar seu processo de gamificação. 

Para isso, coloque seu usuário no centro do projeto, escute e entenda quais são suas dificuldades diante do problema encontrado. No universo jurídico isso pode ser mais desafiador, e justamente por isso, muito mais efetivo. 

Ok, mas como eu transformo tudo isso em jogo?

Passo 1: Storytelling 

Essa é outra técnica muito utilizada em diversos setores e serve para, bom, contar uma história. E através dessa história, engajar o usuário, humanizando a mensagem. Lembre-se existe várias formas de contar uma mesma mensagem e inseri-la em uma história atrativa pode ser uma delas. 

Por isso, pegue seu problema e crie uma história em cima dela. Você já conhece seu usuário e sua realidade, crie uma narrativa que seja familiar para ele, de forma que ele consiga se reconhecer e se identificar com aquilo.

Passo 2: Personagens

Fazendo link direto com o parágrafo anterior, crie personagens, poderes e utensílios que ele possa usar dentro do seu jogo. Mas lembre-se de contextualizar esses elementos com a sua história, se a sua história envolver uma escola de magia, alguém terá de falar com as cobras. 

Passo 3: Os desafios

Todo mundo tem um pouco de competição dentro de si, todo mundo quer ganhar. Desenvolva missões que tragam essa competição de forma agradável e saudável. Seus personagens devem sentir que há de fato uma possibilidade de ganhar e assim, tornar sua dinâmica mais atrativa e voluntária. 

Passo 4: O prêmio

O medo de fazer tudo isso e ninguém entrar na onda estará com você em todo esse processo, mas, existe uma forma de evitar tudo isso: o prêmio. 

Ele é o objetivo e deve estar muito claro para todos, e mais importante que isso: o usuário tem que querer. De forma contrária, ele sentirá que toda a dinâmica não tem importância. 

Hum… mas o que isso tem a ver com direito?

Você pode aplicar esse processo de diversas formas, desde institucionalmente, motivando seus usuários até resolvendo conflitos com seu cliente. Vamos relatar abaixo um case de implantação de um novo software. 

Muitas vezes, pensamos em soluções inovadoras para um setor mas este setor só fica sabendo de tudo isso quando o sistema é implantado. Isso pode causar um estranhamento, pois ele nem havia percebido que havia um problema e não participou do processo de criação da solução. 

Isso aconteceu com a YUKI, o primeito chatbot criado para o jurídico. Em uma das implementações os usuários não entendiam bem como aquilo poderia ser útil, visto que pegar o telefone e ligar para o jurídico parecia mais simples. 

Para cada implementação da Yuki é preciso alimentá-la com perguntas relacionadas ao seu tipo de negócio e só então a Inteligência Artificial entrará em ação. Ou seja, se o usuário não perguntar, a Yuki não tem como aprender, pois não sabe o que deve aprender. 

Para resolver esse problema, utilizamos da gamificação. E o processo era bem simples: quem fizer mais perguntas, ganha. 

Dessa forma, mais e mais pessoas passaram a utilizar a plataforma, com perguntas cada vez mais complexas, acelerando o processo de aprendizagem e sendo cada vez mais útil, eliminando a necessidade de entrar em contato com o consultivo seja por telefone ou por e-mail. 

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